As anomalias craniofaciais congênitas são causadas pelo desenvolvimento anormal das estruturas dos tecidos da cabeça e da face. Algumas dessas deformidades podem ser identificadas ainda durante a gestação, porém, a maioria requer intervenção cirúrgica e uma longa jornada de reabilitação com atenção multidisciplinar. Confira quais os principais casos que necessitam de cirurgias craniofaciais.
Fenda labiopalatina e lábio leporino
A cirurgia labiopalatina é uma das mais realizadas quando o assunto é operação craniofacial, justamente por ser o tipo de fissura de face com maior incidência, apesar de ainda ser rara.
Esse tipo de anomalia congênita pode ocorrer somente na região do lábio (lábio leporino) ou acometer também o céu da boca, quando recebe o nome de fissura labiopalatina, além disso, tanto a fenda de lábio, quanto a de palato podem ocorrer de forma simultânea.
Apesar das técnicas desse tipo de cirurgia estarem muito mais avançadas, o paciente ainda precisa passar por um complexo tratamento multiprofissional, que envolve o atendimento de fonoaudiologia, ortodontia, além de outros profissionais.
Cranioestenose
As cranioestenoses, ou craniossinostoses como também são conhecidas, são fechamentos precoces que ocorrem nas suturas do crânio. O aumento da pressão craniana e a falta de espaço para o desenvolvimento neurológico podem ser um dos principais riscos do fechamento das suturas do cérebro.
O diagnóstico dessa anomalia craniofacial pode ser dado ainda no período da gestação, no entanto, mesmo os bebês cujo desenvolvimento esteja dentro da normalidade necessitam de acompanhamento médico, pois a avaliação pediátrica mensal é de suma importância para acompanhar o desenvolvimento do crânio.
As cirurgias para corrigir as cranioestenoses devem ser feitas o quanto antes. Em alguns casos, o fechamento precoce da sutura pode estar associado com alguma síndrome rara, e pode ser necessário realizar mais de uma cirurgia.
Sequência de Pierre Robin
As características que embasam a investigação e diagnóstico da Sequência de Pierre-Robin são a presença da mandíbula pequena (micrognatia), a queda da língua (glossoptose) e disfunção respiratória.
Os casos de Sequência de Pierre Robin podem ser considerados idiopáticos, sindrômicos e classificados de acordo com o grau de obstrução das vias aéreas.
Com objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente e diminuir as chances de precisar de uma traqueostomia para respiração, pode-se realizar, cirurgicamente, o alongamento da mandíbula que, por sua vez, passa a acomodar melhor a língua.
Para obter um bom prognóstico e alcançar uma reabilitação funcional, estética e social do indivíduo que é diagnosticado com alguma anomalia craniofacial, é preciso que o diagnóstico e tratamento seja feito o quanto antes, além disso, o acompanhado do paciente por fonoaudiólogo, psicólogo, entre outros profissionais, é de suma importância.














