Por Claudemiro de Souza

Mesmo com o entusiasmo de alguns políticos, a 3° via sofre, até o instante, com escassez de votantes. Contudo, isto não significa que algum candidato da 3° via não tenha condições de conquistar eleitores. Algumas pesquisas qualitativas realizadas, em particular no Nordeste, indicam que estão presentes no ambiente eleitoral, os votantes que rejeitam Bolsonaro e Lula.
Entretanto, mesmo diante das condições propícias para o crescimento de um candidato da 3° via, o fortalecimento eleitoral dele é tarefa árdua, quase impossível. De um lado, o bolsonarismo. Manifestação ideológica que resiste em parcela do eleitorado brasileiro mesmo em condições profundamente adversas. Vejam que o Brasil convive com alta da inflação, alta de combustíveis, alta na cesta básica, pandemia e carência de oportunidades econômicas.
Porém, o presidente Jair Bolsonaro está obtendo lenta recuperação nas pesquisas recém divulgadas, falsas ou não.
No outro lado, está o lulismo. No auge da Lava Jato e com o ex-presidente Lula preso, Fernando Haddad foi ao 2° turno da eleição presidencial. Portanto, o lulismo, juntamente com o PT, mesmo envolvidos em inúmeros escândalos que mostrou ao Brasil e ao mundo, um dos maiores esquemas de corrupção de nossa história.
Lulismo e bolsonarismo são fenômenos resistentes e solidificados no ambiente eleitoral. Ambos sofrem processo continuo de retroalimentação, e provoca medo entre os votantes. O mecanismo é simples: o eleitor que rejeita Bolsonaro teme a vitória dele e, por consequência, vota no Lula, pois este é o único capaz de vencer o presidente da República no turno final. Por sua vez, o votante que rejeita Lula, vota em Bolsonaro, pois acredita que ele é o único capaz de impedir a volta do PT.
Tal mecanismo é uma barreira para o crescimento da 3° via.
Falta a 3° via identidade, coragem e principalmente credibilidade. Tal ausência compromete o seu desempenho entre os eleitores. Políticos defensores da 3° via não sabem quem é o seu principal adversário: Lula ou Bolsonaro?
Na 3° via estão presentes os políticos que preferem Bolsonaro a Lula. Ou o candidato do PT, em vez do candidato do PL.
Estrategicamente, a 3° via tem duas opções: Esquecer Lula e Bolsonaro e falar sobre o futuro com o eleitor ou definir quem é seu adversário imediato e principal. A 3° via, até o instante, ainda não fez nenhuma opção e segundo as ultimas noticias, depois da desistencias de João Doria e Manuela D’avila, parece que já jogaram a toalha, deixando a impressão que vão se pendurar no “barco” com menos chances de afundar.
O que se observa, é que a suposta 3° via, pratica jogo duplo. E nem ela mesmo trabalha para o seu crescimento. Eu, como cidadão e eleitor, vejo esse cenário deprimente, e na minha opinião, coloca em perigo a democracia. Uma eleição onde vamos ter que escolher o menos ruim, vamos escolher, tanto um como o outro, simplesmente por que de alguma forma não simpatizo com um dos candidatos. Não vamos escolher o próximo Presidente por seus planos de governo, pela sua formação, nem pela sua experiência como gestor publico.
Têmo que por esse motivo, poderemos testemunhar a pior eleição da nossa história politica, em todos os sentidos, tanto antes como depois das votações, pois parece que ambos os lados, sejam bolsonaristas e lulistas, não vão querer aceitar o resultado das eleições de forma democrática. Quero e torço para estar totalmente enganado. Deus nos proteja, o povo brasileiro vai precisar muito.














