NÃO À PRIVATIZAÇÃO! Servidores do SAAE vão a Porto VELHO

Funcionários do SAAE de Cacoal Foram em audiência pública na cidade de Porto Velho para se posicionar contra a concessão do saneamento do estado.

Foram mais de cinco horas de debate acalorado entre funcionários públicos, políticos, técnicos do BNDES e representantes do Governo do estado de Rondônia.

Ontem, às 15h, na cidade de Porto Velho, foi aberta a audiência pública de concessão do saneamento básico do estado de Rondônia. A audiência contou com a presença de mais de 40 funcionários do SAAE de Cacoal e do sindicato dos servidores do município. Era também possível acompanhar a audiência no YouTube. Essa audiência era relacionada à Lei Complementar 1.200/2023, que instituiu a micro-região de saneamento dos “52 municípios” de Rondônia.

Após as apresentações técnicas do projeto de concessão do saneamento de água, dados aos técnicos do BNDES. Foi então dado a vez para questionar ou contribuir para os ouvintes. Nesse momento, surgiram muitas críticas ao projeto, tanto políticas quanto técnicas, como, por exemplo, o passivo da CAERD, que alcança dívida astronômica de bilhões de reais e para quem ficará essa conta? A audiência, marcada para terminar às 18h, se estendeu até as 20h. Políticos como os deputados Cássio Gois, Cirone, Delegado Camargo e até os prefeitos de Cacoal, Ji-paraná e Porto Velho tiveram sua vez de falar.

Representantes dos trabalhadores do SAAE e funcionários do SAAE questionaram a ausência de transparência do projeto, que foi tramitado na assembleia legislativa e esqueceram de pontos importantes, como onde os trabalhadores serão alocados após a concessão.

A audiência é uma das etapas da concessão pública dos serviços de saneamento do estado de Rondônia. O que tudo indica é que a assembleia legislativa do estado de Rondônia, através dos seus deputados, irá votar uma lei para que os municípios decidam, pelas Câmaras Municipais, se irão ou não aprovar a entrada nesse projeto de concessão.

O clima tenso da noite de ontem sinalizou que a briga entre os municípios e o estado não tem prazo definido para acabar e pode ser até judicializada.

(Maycon Klippel p/ Tribuna Popular)

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