Delegado Flori promete reorganização total na prefeitura de Vilhena

Flori Cordeiro, de 43 anos, foi eleito prefeito da cidade durante eleição suplementar feita no último domingo (30). Candidato teve 30 mil votos.

 

Delegado Flori é eleito com quase 30 mil votos em eleições suplementares em Vilhena

O novo prefeito eleito em Vilhena (RO), o Delegado Flori, afirmou que vai fazer uma reorganização total na administração da cidade. Segundo o futuro chefe do executivo, a prefeitura local virou uma máquina de fazer votos.

Flori Cordeiro (Podemos) foi eleito prefeito com 30.111 votos (63,14%) durante eleição suplementar realizada no último domingo (31). Sua adversária, Rosani Donadon (PSD), ficou com 36,86% dos votos válidos.

Segundo a Justiça Eleitoral, o Delegado Flori, como é conhecido, vai assumir o cargo da prefeitura em dezembro e seguirá no cargo de prefeito até o fim do mandato presente, que encerra em 2024.

À Rede Amazônica, Flori falou sobre sua missão no principal cargo da prefeitura.

“Os próximos dois anos são pouco tempo para o que a prefeitura de Vilhena precisa fazer, em especial uma reorganização total porque a prefeitura virou uma máquina de fazer votos e não de entregar serviço. É isso que a gente quer terminar, para entregar ao próximo prefeito, seja quem for, uma prefeitura em ordem. Para que as pessoas em Vilhena possam ter a vantagem da prefeitura e não o contrário”, comentou.

 

Delegado Flori afirmou também estar surpreso com a votação expressiva que teve em sua primeira disputa para prefeito.

“A gente nunca espera um resultado expressivo desse. Foram muitos votos e muitos votos trazem grandes responsabilidades”, finalizou.

Quem é Flori?

Flori Cordeiro tem 43 anos e é natural do estado de São Paulo. Ele atuou como advogado por sete anos e depois se tornou servidor público federal.

O candidato é delegado da Polícia Federal há pelo menos 15 anos, em Rondônia. Ele já foi chefe da corporação em Porto Velho, Ji-Paraná (RO) e Vilhena (RO).

Um dos marcos na carreira de Flori foi sua participação no desmanche de um esquema que desviou mais de R$ 5 milhões dos cofres públicos. O então prefeito de Vilhena chefiava a organização criminosa e foi preso durante operação da PF coordenada por Flor.


Delegado Flori , na hora do voto.  em Vilhena— Foto: Redes Sociais/Reprodução

Quatro anos depois, em 2020, outra operação comandada pelo delegado resultou na prisão de quatro prefeitos por suspeita de crimes contra a administração pública, em um esquema de propina.

O candidato declarou um patrimônio de R$881.677,64 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Motivo da eleição municipal em Vilhena

A cidade de Vilhena teve nova eleição municipal depois que o então prefeito, Eduardo Japonês, e a vice-prefeita, Patrícia Aparecida da Glória, tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral. Eles foram condenados por abuso de poder político e prática de condutas vedadas aos agentes públicos, em junho deste ano.

(Por Lieberson Pimentel, g1 RO e Rede Amazônica)

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