Coluna Papudiskina: Banimento de Twitter a Donald Trump é uma prova de que a Liberdade de Expressão é mera utopia

Papuzzzz

O banimento de Donald Trump do Twitter e o cerco de grandes corporações de Internet ao Parler faz ressurgir mais uma vez o tema “Liberdade de Expressão” em um tempo em que ainda se acreditava ser possível o exercício desse direito negado aos humanos ao longo de sua história. O fato é que, desde os tempos mais remotos, governos e poderosos exerceram controle sobre as massas. A seguir, faremos algumas considerações sobre o tema para, ao fim, expormos que agora o maior controle sobre a vida das pessoas não emerge mais apenas do Estado e seus governantes, mas há um novo concorrente no front de combate.

É comum falarmos sobre a completa falta de liberdade que tinham as pessoas na idade média e antes dela e marcamos o surgimento da PRENSA e depois da IMPRENSA, como a era em que o tema liberdade de expressão ganhou força. Foi nessa época que os intelectuais passaram a defender a liberdade de expressão como um ativo precioso, sem o qual, nem a imprensa e nem a sociedade poderiam usufruir dessa nova tecnologia. Afinal de contas, de que adiantava existirem jornais se os jornalistas não pudessem expor os fatos sem as limitações impostas por governos e detentores do poder?

Por muitos séculos, a população contava apenas com os jornais e livros pra propagar suas ideias, mas tudo isso mudou a partir da segunda metade do século passado quando tivemos inventos que podiam alcançar em pouco tempo um número maior de pessoas como o Rádio e a TV. Mas a evolução não parou por aí e no final do último século do milênio passado surgiu a Internet que possibilitou, a partir dos primeiros anos desse novo milênio, a explosão dos mensageiros como ICQ, MSN, etc, e finalmente as redes sociais com o ORKUT sendo o pioneiro na oferta desse serviço, não por ser o primeiro a por em prática essa nova modalidade como veículo de interação social, mas por ser a primeira com alcance mundial.

O nascimento do Orkut, que acabou sufocado por outro concorrente poderoso, fez a humanidade acreditar que, enfim, alcançaríamos a tão sonhada liberdade de expressão em sua plenitude. Acreditava-se que nem governos e nem os poderosos poderiam impedir de as pessoas se manifestarem livremente em razão dessa intensa capilaridade.

O grande problema é que ninguém contava com outro fator: a tendência mundial de monopólio desse tipo de mídia. Acreditava-se, de início, que milhares de redes sociais poderiam emergir e as pessoas decidiriam qual rede usar. Só que não! A morte do Orkut mostrou que as pessoas, em geral, convergem globalmente para apenas um grande jogador desse nicho de mercado e os outros projetos entram na briga apenas como uma espécie de desafiante do “macho alfa” na busca de um ponto fraco do dominante para ocupar o seu lugar.

Embora tenhamos no mundo milhares de serviços online, quem domina o mundo são o Facebook, o WhatsApp, o Instagram e o Twitter. Os outros apenas esperam um ponto fraco desses poderosos para assumir seu lugar.

Ocorre que esse monopólio tem o lado bom, que é o alcance mundial, mas o lado ruim, que é o conluio dos donos dessas grandes empresas de mídia. Agora não são mais apenas os governos déspotas que controlam a população, mas também essas empresas. Quando observamos o que ocorreu nessa briga Twitter x Trump, percebemos que o centro de poder se desloca.

O que fez o Twitter é muito grave e mostra o quanto o alinhamento ideológico dos donos dessas empresas de comunicação instantânea afeta a humanidade. O alegado motivo usado por Twitter para justificar o banimento e o cerceamento a um líder como Trump é bem frágil. Em um mundo ideal e moderno, não caberia a governos e nem a grupos de mídia determinar o que é certo ou errado as pessoas dizerem ou fazerem. Os excessos devem ser contidos, de forma mais imediata pelo aparato de segurança pública, e de maneira definitiva para julgar a cada indivíduo por seus atos, pelo poder judiciário, mas nunca verticalmente, por um esteio de poder.

O que estamos vendo, contudo, é algo preocupante. Grupos de mídia, comprometidos com o establishment, se unem em uma espécie de conluio para controlar a opinião pública e a qualquer um que coloque em risco o seu monopólio ideológico. É assim que os próprios governantes, como Trump nos EUA, e Bolsonaro no Brasil, acabam vítimas desses novos déspotas mundiais que agora não mais atendem pelo nome de Kim Jung-Il, Nicolas Maduro, Daniel Ortega ou outros, mas por Twitter, Facebook, WhatsApp, etc.

Enfim, Liberdade de Expressão, continua sendo o que sempre foi. Mera utopia. O que existe é apenas a oportunidade de alguns se arriscarem, se forem suficientemente perspicazes, e expressar suas opiniões, mas sem afrontar o establishment. Assim, como sempre, os indivíduos são controlados por uns poucos que acedem ao poder e se transformam em donos de manadas.Banimento de Twitter a Donald Trump é uma prova de que a Liberdade de Expressão é mera utopia.

O banimento de Donald Trump do Twitter e o cerco de grandes corporações de Internet ao Parler faz ressurgir mais uma vez o tema “Liberdade de Expressão” em um tempo em que ainda se acreditava ser possível o exercício desse direito negado aos humanos ao longo de sua história. O fato é que, desde os tempos mais remotos, governos e poderosos exerceram controle sobre as massas. A seguir, faremos algumas considerações sobre o tema para, ao fim, expormos que agora o maior controle sobre a vida das pessoas não emerge mais apenas do Estado e seus governantes, mas há um novo concorrente no front de combate.

É comum falarmos sobre a completa falta de liberdade que tinham as pessoas na idade média e antes dela e marcamos o surgimento da PRENSA e depois da IMPRENSA, como a era em que o tema liberdade de expressão ganhou força. Foi nessa época que os intelectuais passaram a defender a liberdade de expressão como um ativo precioso, sem o qual, nem a imprensa e nem a sociedade poderiam usufruir dessa nova tecnologia. Afinal de contas, de que adiantava existirem jornais se os jornalistas não pudessem expor os fatos sem as limitações impostas por governos e detentores do poder?

Por muitos séculos, a população contava apenas com os jornais e livros pra propagar suas ideias, mas tudo isso mudou a partir da segunda metade do século passado quando tivemos inventos que podiam alcançar em pouco tempo um número maior de pessoas como o Rádio e a TV. Mas a evolução não parou por aí e no final do último século do milênio passado surgiu a Internet que possibilitou, a partir dos primeiros anos desse novo milênio, a explosão dos mensageiros como ICQ, MSN, etc, e finalmente as redes sociais com o ORKUT sendo o pioneiro na oferta desse serviço, não por ser o primeiro a por em prática essa nova modalidade como veículo de interação social, mas por ser a primeira com alcance mundial.

O nascimento do Orkut, que acabou sufocado por outro concorrente poderoso, fez a humanidade acreditar que, enfim, alcançaríamos a tão sonhada liberdade de expressão em sua plenitude. Acreditava-se que nem governos e nem os poderosos poderiam impedir de as pessoas se manifestarem livremente em razão dessa intensa capilaridade.

O grande problema é que ninguém contava com outro fator: a tendência mundial de monopólio desse tipo de mídia. Acreditava-se, de início, que milhares de redes sociais poderiam emergir e as pessoas decidiriam qual rede usar. Só que não! A morte do Orkut mostrou que as pessoas, em geral, convergem globalmente para apenas um grande jogador desse nicho de mercado e os outros projetos entram na briga apenas como uma espécie de desafiante do “macho alfa” na busca de um ponto fraco do dominante para ocupar o seu lugar.

Embora tenhamos no mundo milhares de serviços online, quem domina o mundo são o Facebook, o WhatsApp, o Instagram e o Twitter. Os outros apenas esperam um ponto fraco desses poderosos para assumir seu lugar.

Ocorre que esse monopólio tem o lado bom, que é o alcance mundial, mas o lado ruim, que é o conluio dos donos dessas grandes empresas de mídia. Agora não são mais apenas os governos déspotas que controlam a população, mas também essas empresas. Quando observamos o que ocorreu nessa briga Twitter x Trump, percebemos que o centro de poder se desloca.

O que fez o Twitter é muito grave e mostra o quanto o alinhamento ideológico dos donos dessas empresas de comunicação instantânea afeta a humanidade. O alegado motivo usado por Twitter para justificar o banimento e o cerceamento a um líder como Trump é bem frágil. Em um mundo ideal e moderno, não caberia a governos e nem a grupos de mídia determinar o que é certo ou errado as pessoas dizerem ou fazerem. Os excessos devem ser contidos, de forma mais imediata pelo aparato de segurança pública, e de maneira definitiva para julgar a cada indivíduo por seus atos, pelo poder judiciário, mas nunca verticalmente, por um esteio de poder.

O que estamos vendo, contudo, é algo preocupante. Grupos de mídia, comprometidos com o establishment, se unem em uma espécie de conluio para controlar a opinião pública e a qualquer um que coloque em risco o seu monopólio ideológico. É assim que os próprios governantes, como Trump nos EUA, e Bolsonaro no Brasil, acabam vítimas desses novos déspotas mundiais que agora não mais atendem pelo nome de Kim Jung-Il, Nicolas Maduro, Daniel Ortega ou outros, mas por Twitter, Facebook, WhatsApp, etc.

Enfim, Liberdade de Expressão, continua sendo o que sempre foi. Mera utopia. O que existe é apenas a oportunidade de alguns se arriscarem, se forem suficientemente perspicazes, e expressar suas opiniões, mas sem afrontar o establishment. Assim, como sempre, os indivíduos são controlados por uns poucos que acedem ao poder e se transformam em donos de manadas.

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