COLUNA BOCA MALDITA – INIMIGOS DOS SERVIDORES

DIA DAS MÃES

 Neste domingo, as comemorações estão todas voltadas para o Dia das Mães. A data inicial das comemorações surgiu há mais de 100 anos, nos Estados Unidos, e espalhou-se por mais de 40 países do planeta. Isto se tornou tradição no início do século XX, mas mesmo nos tempos da Grécia Antiga e da Roma Antiga já havia eventos que celebravam o dia das mães. No caso do Brasil, o país segue a tradição americana. Embora a data tenha se transformado em uma excelente oportunidade para estimular as atividades comerciais, o Dia das Mães deve servir para todos nós como um dia de profunda reflexão e de exaltação às mães, porque são elas que dão a própria vida para defender seus filhos e passam a vida inteira protegendo suas famílias, independentemente da classe social a que pertençam. A coluna registra as homenagens para todas as mães brasileiras, mães de todas as classes sociais; mães de todas as atividades profissionais; mães que trabalham somente em casa; mães de todas as etnias; mães de todas as religiões. As mães representam o símbolo do amor de verdade e sem limites.

SERVIDORES MUNICIPAIS

Na sessão ordinária da última segunda-feira, realizada na Câmara de Cacoal, os vereadores aprovaram uma matéria que vai totalmente na direção contrária ao que eles prometeram aos servidores municipais de Cacoal. O projeto aprovado cria quase 20 cargos comissionados, sendo que a maioria deles não têm nenhuma importância para o funcionamento da máquina administrativa do município e servem somente para atender interesses pessoais e políticos das pessoas que defenderam a aprovação do projeto. A matéria foi encaminhada ao legislativo sob a falsa alegação de que seria para valorizar os servidores de carreira, mas o verdadeiro motivo era criar cargos para beneficiar cabos eleitorais de políticos do município. O presidente do Sindicato do Servidores Municipais participou de uma reunião com os vereadores e passou todas as informações necessárias para mostrar que o projeto prejudica os servidores de carreira do município. A Câmara de vereadores de Cacoal não foi eleita para prejudicar os servidores de carreira, mas isto tem ocorrido de maneira sistemática e a categoria precisa ficar muito atenta, para evitar novos prejuízos.

INIMIGOS DOS SERVIDORES

Durante a discussão do projeto, a maioria dos vereadores, sem que houvesse nenhum motivo, disseram que eram contra o projeto, que eram contra a forma como a matéria chegou ao legislativo, que defendem os servidores municipais, mas que votariam contra aquilo que o SINSEMUC pediu a eles. Não dá para entender a posição desses vereadores, porque a aprovação do projeto, que teve parecer contrário da Procuradoria Jurídica, significa, na prática, grande prejuízo aos servidores de carreira do município de Cacoal. A impressão que fica é de que os vereadores não sabem o que é uma lei. Quando uma lei é aprovada, senhores e senhoras vereadores, esta lei passa a vigorar. Então, os prejuízos que os servidores de carreira passaram a ter, a partir do voto de vocês, agora estão estabelecidos na lei. Se os vereadores realmente tivessem respeito pelos servidores municipais de carreira, teriam atendido a solicitação do sindicato e apresentado ao projeto as emendas que o SINSEMUC pediu e que não foram atendidas pelos vereadores. Os servidores de carreira do município não precisam de migalhas como essa, precisam respeitados pelos vereadores. Nesse sentido, é necessário registrar que apenas os vereadores Amarilson Carvalho e Amália Milani votaram, de verdade, em defesa dos interesses dos servidores municipais de carreira.

 PESQUISAS ELEITORAIS

 A população de Rondônia começou a ser incomodada em todos os jornais e redes sociais sobre possíveis pesquisas que teriam sido realizadas no estado, sobre eventuais nomes que disputarão as eleições para o governo do estado no próximo ano. Na realidade, essa situação representa nada mais do que a intenção de tumultuar o início das discussões do processo eleitoral, que somente ocorrerá em outubro do próximo ano. Nas citadas pesquisas, os jornais informam que dois nomes “lideram” as pesquisas, com percentuais de 22% e 15%. A mesma pesquisa indica que 49% das pessoas “entrevistadas” ainda não têm opinião sobre o assunto. O número de pessoas que não possuem opinião sobre o assunto certamente é muito maior do que o indicado pela pesquisa, porque o estado tem muitas outras prioridades para serem discutidas neste momento. O setor de saúde vive uma situação de calamidade, a educação se prepara para entrar em greve, o sistema de águas e esgotos do estado ameaçado de privatização, enquanto os políticos brincam de pesquisas eleitorais.

 ÚLTIMAS ELEIÇÕES

Os institutos de pesquisas que divulgam essas informações imprecisas deveriam observar alguns dados oficiais e deveriam contratar pessoas especializadas para ler os resultados dessas pesquisas, porque elas merecem uma leitura, no mínimo, coerente, o que não tem ocorrido. Basta observar que, na eleição de 2018, os candidatos que disputaram o segundo turno tiveram percentuais de 31% e 24%, no enceramento do primeiro turno. Já, na eleição de 2022, os candidatos que disputaram o segundo turno encerram o primeiro turno com percentuais de 39% e 37% dos votos. Assim, no momento em que não existem sequer as definições de nomes, não existe nenhuma lógica a afirmação de que nomes com 22% e 15% são líderes e favoritos ao cargo. A lógica mais visível neste cenário é a de que as pessoas que preferem não opinar é que são de verdade os líderes das pesquisas, porque somam cerca de 50%. Este número de indecisos certamente é muito maior e somente será possível ter uma avaliação mais palpável no segundo semestre de 2026. É muito difícil afirmar que um candidato chegaria ao segundo turno da eleição de governador com um percentual de 15% de votos, principalmente aferidos numa pesquisa que não revelou dados científicos utilizados.

HISTÓRICO ESTADUAL

Outra realidade que as recentes pesquisas ignoram é a condição do candidato que ocupa o cargo de governador, no momento da disputa. Na eleição de 2010, o governador que ocupava o cargo era o anônimo João Cahulla, que, até aquele momento, ninguém sabia quem era no estado de Rondônia. Cahulla disputou a eleição e obteve, no primeiro turno, 37,12% dos votos deixando para trás nomes conhecidos do cenário político do estado. Na ocasião, João Cahulla ficou atrás apenas de Confúcio Moura, que teve 44% dos votos no primeiro turno. Caso o governador Marcos Rocha decida deixar o cargo, nos primeiros dias de abril de 2026, assumirá o cargo seu vice, Sérgio Gonçalves que pertence a uma família com muito mais tradição em Rondônia, sendo bem mais conhecido do que João Cahulla. Sérgio Gonçalves é muito mais articulado do que João Cahulla e já se movimenta nos bastidores para formar seu grupo de campanha. Em declarações recentes, Sérgio Gonçalves anunciou que é pré-candidato ao governo no próximo ano. Qualquer pessoa que acompanha disputas eleitorais sabe muito bem o peso da máquina pública do estado numa eleição de governador. Assim, qualquer pesquisa que ignora este fato e coloca o vice-governador entre os últimos colocados numa provável disputa não passa de mera especulação.

IVO CASSOL

O ex-governador de Rondônia e ex-prefeito de Rolim de Moura e ex-senador, Ivo Cassol segue lutando nos tribunais, para resgatar sua elegibilidade. Caso tenha sucesso nas decisões, Cassol certamente tentará voltar ao cargo de governador do estado no próximo ano. Esta semana, o Tribunal de Justiça de Rondônia publicou uma decisão judicial, referente a um Agravo Interno ajuizado pelos advogados do ex-senador que podem colocar Ivo Cassol na disputa pelo governo estadual. A decisão está relacionada com as mudanças ocorridas na Lei de Improbidade Administrativa. Após as alterações na Lei de Improbidade Administrativa, o Supremo Tribunal Federal tomou uma decisão que tem repercussão geral, no sentido de que é necessária a comprovação do dolo do agente, para que ele sofra os efeitos da inelegibilidade. É justamente essa a briga de Ivo Cassol nos tribunais, visando comprovar que não houve dolo de sua parte. Se as petições do ex-senador forem acolhidas nos tribunais, Ivo Cassol pode voltar às disputas eleitorais e seria um candidato muito competitivo, pelo seu histórico no estado de Rondônia.

DELEGADO CAMARGO

O deputado estadual Rodrigo Camargo apresentou, no início deste mês, uma proposta que pode resolver um dos grandes problemas enfrentados pelos servidores públicos da educação de Rondônia. Camargo apresentou uma indicação ao Poder Executivo, no sentido de alterar a lei de aposentadoria dos trabalhadores e que pode acabar com um problema antigo. Todas as vezes que um professor ou técnico educacional solicita aposentadoria, ele precisa percorrer diversas escolas e, muitas vezes, outros municípios, solicitando documentos que comprovem que trabalhou nesses lugares. Isso é uma verdadeira injustiça, porque a obrigação de comprovar o tempo de serviço dos trabalhadores é do governo do estado. Não faz sentido um servidor sair atrás de documentos para comprovar esse tipo de situação, já que o estado tem os dados cadastrais de todos os servidores. A proposta do deputado é justamente para que o estado cumpra sua obrigação e forneça ao servidor os documentos que comprovam seu tempo de serviço, após décadas de serviços prestados. A iniciativa do deputado Rodrigo Camargo é louvável e certamente será muito bem recebida pelos servidores. Resta saber agora, se o Poder Executivo vai adotar as medidas cabíveis para garantir aos servidores uma aposentadoria tranquila e sem o transtorno de comprovar aquilo que é um dever do estado.

VEREADOR KATATAL

O ex-vereador Katatal participou, esta semana, de uma entrevista em um podcast da cidade e falou sobre sua vida como vereador e presidente da Câmara de Cacoal, por diversos mandatos. Atualmente aposentado das disputas políticas, Katatal pratica alguns esportes, como motociclismo e voo livre. Na ocasião, o ex-vereador, na companhia de seu irmão Paulo Souza, falaram sobre os desafios do esporte de voar e estimularam as pessoas a praticarem o esporte. Claro que nem todas as pessoas têm a disposição de praticar esportes com esse nível de risco, mas existem escolas que podem ser frequentadas e que garantem aos praticantes a segurança necessária para a prática do voo livre. Assim como em outros esportes, o voo livre oferece riscos, mas o cumprimento das normas é critério suficiente para evitar acidentes. Como não poderia deixar de acontecer, Katatal deu opiniões sobre a nova composição da Câmara Municipal de Cacoal e pediu que os vereadores tenham a coerência de exercer um mandato que esteja à altura daquilo que a população cacoalense merece. A coluna tem certeza de uma coisa: Katatal faz muita falta na Câmara de Vereadores de Cacoal.

Mais notícias sobre cidades de Rondônia







© Tribuna Popular. Todos os Direitos reservados