CPMI do INSS aprova pedido de prisão de 21 investigados por fraudes bilionárias

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta semana, o pedido de prisão preventiva de 21 pessoas investigadas por envolvimento no esquema de fraudes que desviou bilhões de reais da Previdência Social. A decisão foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda deverá avaliar se decreta ou não as prisões.

Segundo o relator, deputado Ricardo Silva (PSD-SP), a medida é necessária para evitar fuga, destruição de provas e dilapidação de patrimônio, já que parte dos investigados possui recursos e influência para dificultar o andamento das apurações.

Quem são os 21 investigados

A lista aprovada pela CPMI inclui ex-dirigentes do INSS, servidores, lobistas e empresários:

1. Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”) – apontado como lobista central no esquema.

2. Alessandro Antônio Stefanutto – ex-presidente do INSS.

3. André Paulo Fidelis – ex-diretor de Benefícios do INSS.

4. Eric Douglas Fidelis – advogado, filho de André Fidelis.

5. Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho – ex-procurador-geral do INSS.

6. Thaisa Hoffmann Jonasson – companheira de Virgílio Filho.

7. Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira – assessora ligada ao grupo.

8. Alexandre Guimarães – ex-diretor de Governança do INSS.

9. Rubens Oliveira Costa – servidor investigado.

10. Romeu Carvalho Antunes – lobista.

11. Domingos Sávio de Castro – servidor ligado ao setor de benefícios.

12. Milton Salvador de Almeida Júnior – empresário citado no esquema.

13. Adelino Rodrigues Júnior – intermediário em contratos suspeitos.

14. Geovani Batista Spiecker – ex-diretor substituto de Benefícios do INSS.

15. Reinaldo Carlos Barroso de Almeida – servidor da área de pagamentos.

16. Vanderlei Barbosa dos Santos – ex-diretor de Benefícios do INSS.

17. Jucimar Fonseca da Silva – coordenador-geral de pagamento de benefícios.

18. Philipe Roters Coutinho – agente da Polícia Federal investigado por envolvimento no esquema.

19. Maurício Camisotti – empresário suspeito de operar recursos ilícitos.

20. Márcio Alaor de Araújo – dirigente de banco supostamente beneficiado pelas fraudes.

21. Luciana Barros de Almeida – servidora da área de benefícios, apontada como integrante do núcleo operacional.

Situação das prisões

Até o momento, nenhum dos pedidos foi cumprido. O STF deve analisar os requerimentos para decidir se transforma os investigados em presos preventivos.

A Polícia Federal já havia realizado a Operação “Sem Desconto”, em abril de 2025, cumprindo 211 mandados de busca e apreensão e 6 prisões temporárias. Contudo, essas detenções não corresponderam, necessariamente, aos nomes aprovados pela CPMI.

Próximos passos

Com a decisão, os membros da CPMI pressionam o Supremo a agir com rapidez. A expectativa é que o julgamento sobre os pedidos de prisão aconteça ainda em setembro. Enquanto isso, os investigados seguem em liberdade, mas continuam sendo monitorados. (Com informações da IA)

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