Texto e fotos: Claudemiro Souza
Maquete do projeto que seria a Vila Olímpica
Há alguns anos, ainda lá no mandato do prefeito Padre Franco, surgiu a idéia de se construir uma Vila Olímpica. Projeto audacioso, que sem nenhuma dúvida, de extrema importância para nossa cidade, depois de totalmente pronta, obviamente. Prefeito se envolve em inúmeras polêmicas, denúncias e o sonhado projeto fica esquecido. A ex deputada estadual Glaucione se elege prefeita e ai começa o inicio do fim e aquilo que era um “sonho” se torna o “pesadelo”. Vamos relembrar.
O SONHO

No dia que inaugurou a primeira parte da obra, o então prefeito, Franco Vialetto (PT), destacou em seu pronunciamento a importância do complexo esportivo para o município. “Em nome dos desportistas quero agradecer o senador Valdir Raupp por nos ajudar a transformar esse sonho em realidade”, disse o prefeito na ocasião.
O PESADELO
Terreno doado está invadido pelo matagal
Um belo dia, após todos os vereadores terem votado a favor, parte do terreno foi doado ao estado. No discurso, tentando justificar o ato, a ex prefeita não escondia a felicidade.
A prefeita Glaucione Rodrigues deu a notícia de que seria construído no município o Complexo Administrativo e Operacional da Polícia Civil de Rondônia. Segundo a mesma, a obra, com valor estimado em 10 milhões de reais, geraria emprego e renda ao município.
O QUE SERIA A VILA OLÍMPICA?
Muita gente talvez não tinha conhecimento do que seria a Vila Olímpica, parece que nem mesmo os vereadores e a prefeita da época e por isso acabaram fazendo essa lambança de doar parte do terreno, desvirtuando todo o grande e maravilhoso projeto, cuja parte executada, também acabou ficando no abandono.
A Vila Olímpica é uma obra que teve a primeira parte inaugurada em 2016, com investimento de 2 milhões de reais, recursos oriundos do Ministério do Esporte, na qual foi investido na construção de um muro, uma pista de atletismo, duas arquibancadas, os vestiários, uma guarita, a sala de Administração, o alambrado, a iluminação e campo de futebol tamanho oficial.
NÃO SAIU DO PAPEL
Para a segunda parte da construção, inicialmente foram disponibilizados dois milhões e quinhentos mil reais. Este valor seria investido para a construção da terceira arquibancada do estádio, totalmente coberta e com 10 cabines para a imprensa, além de melhorias na iluminação. No terreno em anexo ao estádio, o projeto previa a urbanização do local, estacionamento, lanchonetes, ginásio poliesportivo, quadras de tênis e de volei de areia, pista de skate, parque aquático e campo de futebol society. Provavelmente, suponho, que os valores disponibilizados para a segunda fase da Vila Olímpica tenham sido devolvidos pela administração anterior, porque não houve a continuidade da obra, já que o local abrigaria a cadeia e todo o complexo administrativo e operacional da Polícia Civil em Cacoal, pelo menos essa foi a outra promessa.
NOVA OBRA
Na época, a previsão era de que o complexo com todos os setores da Polícia Civil de Cacoal seria construído num prazo de três anos. Mas conforme as fotos que tirei no dia 23/04/2022, lá não tem nem vestígios de uma possível obra da Polícia Civil. Mostra sim, o abandono, tanto do estádio como do terreno da futura obra.
FICA O DESABAFO E O APELO
Lamentável ver essa situação, triste ver nosso glorioso União ter que jogar em Rolim de Moura por falta de estádio. Nós temos dois, ou melhor, era para ter dois estádios, o Aglair e o estádio da Vila Olímpica. Como o Estádio da Vila Olímpica foi abandonado, todos os jogos dos campeonatos promovidos em Cacoal, foram realizados no Estádio Aglair Tonelli Nogueira, que ficou prejudicado e o União teve de sediar jogos pelo Campeonato Estadual em Rolim de Moura. Lamentável ver as pessoas que gostam de participar do esporte, ter que fazer sacrifícios com suas equipes, colocando para jogar em locais improvisados e inadequados.
SILÊNCIO
O mais triste de toda essa história é ver o silêncio e a falta de um posicionamento firme dos nossos desportistas, imprensa esportiva e principalmente das nossas autoridades no geral. Uma omissão que causa estranheza e muita indignação.
Mas é isso, temos um prefeito e um vice prefeito, ambos jovens, quero crer que ainda não foram contaminados com as “mesmices politiqueiras” que acompanhamos há décadas. Quem sabe, eles se atentem a isso e encontrem uma forma de revogar, reverter, anular essa “doação” que a benevolente ex-prefeita fez ao estado e consiga dar continuidade naquela bela obra da “Vila Olímpica”, que além de bonita é de extrema importância para nós cacoalenses.
Inclusive, se retomassem o projeto original da Vila Olímpica, já poderiam acrescentar um espaço para a criação do MUSEU DOS PIONEIROS, sugestão essa do professor Xavier, além de justa é uma forma de homenagear aqueles que se foram e os que ainda estão por aqui. Então prefeito Fúria, vice prefeito Cássio, Cacoal não tem pressa. Na verdade, tem é muita pressa. Nós cacoalenses ficaremos de olho e jamais vou deixar esse assunto ser esquecido.
Sem refletores e o matagal tomando conta
Portão de entrada, lembra mesmo a entrada de um presidio, fechado, para ninguém adentrar














