Diretor da PF fala sobre assassinato de médicos no Rio

Diretor diz que Polícia Federal (PF) interage com Polícia Civil do RJ para investigar execução de médicos em um quiosque no Rio

Foto: José Cruz / Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou à coluna, nesta quinta-feira (5/10), já ter determinado que a equipe da corporação no Rio de Janeiro inicie as diligências para apurar a morte de três médicos na cidade.

A determinação foi para que a equipe da PF interaja com a Polícia Civil fluminense para buscar informações sobre o crime. “Determinei que nossa equipe do RJ interaja com a PC para, inicialmente, buscar informações do ocorrido”, disse.

Médicos executados em quiosque no Rio de Janeiro: Diego Ralf Bomfim, Marcos de Andrade Corsato, e Perseu Ribeiro Almeida, Reprodução/Redes sociais

Imagem colorida mostra Médicos executados em quiosque no Rio de Janeiro tiraram fotos pouco antes do crime - MetrópolesMédicos executados em quiosque no Rio de Janeiro tiraram fotos pouco antes do crime Redes sociais/Reprodução

PF procurada pelo ministro da Justiça

Rodrigues relatou ter sido procurado, na manhã desta quinta, pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, que pediu que a PF entrasse no caso, após vir à tona que um dos três médicos mortos é irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSol-SP).

Questionado pela coluna se vê indícios de execução dos médicos, o diretor-geral da PF foi mais comedido que Dino e evitou comentar. Mais cedo, o ministro da Justiça se referiu ao crime nas redes sociais como uma “execução”.

(Igor Gadelha -Metrópoles)

“Tudo indica que se trata de uma execução”, diz deputada do PSol

Escolhida para falar por Sâmia Bomfim e Glauber Braga, a deputada Fernanda Melchionna pede “identificação e prisão dos executores”

Mariana Andrade – Metrópoles

Imagem colorida de médicos executados no Rio de Janeiro - Metrópoles

 

Os deputados federais Sâmia Bomfim (PSol-SP) e Glauber Braga (PSol-RJ) se manifestaram, nesta quinta-feira (5/10), sobre o assassinato dos três médicos de São Paulo, um deles irmão da parlamentar, trata-se de “uma execução”. Através de nota assinada pela também deputada federal Fernanda Melchionna (PSol-RS), Sâmia e Glauber, que são casados, dizem acreditar que o crime foi uma “execução”.

“Pelas imagens divulgadas pela imprensa, tudo indica que se trata de uma execução. Exigimos imediata e profunda investigação para descobrir as motivações do crime, assim como a identificação e prisão dos executores”, diz trecho de nota.

Na madrugada desta quinta, os profissionais da saúde foram alvejados por ao menos 20 tiros, em questão de 20 segundos, em um quiosque da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

foto colorida do médico Diego Bonfim ao lado da irmã, a deputada Sâmia Bonfim _ Metrópoles
O médico Diego Bonfim ao lado da irmã, a deputada Sâmia Bonfim Reprodução/Redes Sociais

O comunicado informa que Sâmia Bomfim está “devastada nesse momento terrível de perda e dor, assim como o seu companheiro Glauber Braga, que a acompanha neste momento”. “Queremos agradecer todas as mensagens de solidariedade e apoio, que vieram de todos os lugares”, diz a nota.

“Nos solidarizamos com todos os familiares de todas as vítimas desse crime bárbaro”.

A equipe da deputada pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o acompanhamento do caso pela Polícia Federal (PF) e, no momento, formaliza uma solicitação junto com o ministério.

Mais cedo, Dino determinou que a PF acompanhe o homicídio dos três médicos. Além disso, o ministro mandou o número 2 da Justiça, Ricardo Cappelli, ao Rio de Janeiro para se reunir com a diretoria da Polícia Federal e tratar do caso.

Uma força-tarefa da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), instaurou um inquérito para investigar o homicídio. O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), declarou para a Globo que não há dúvida de que as mortes foram execuções, mas que ainda é cedo para falar de crime político.

Mortes dos médicos

Três médicos foram assassinados a tiros em um quiosque na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, durante a madrugada desta quinta. Outro profissional também ficou ferido e se encontra em estado grave. A Polícia Civil do Rio investiga o caso.

O ortopedista Perseu Ribeiro de Almeida Reprodução

Imagem colorida da execução dos médicos paulistas no RJ - Metrópoles

Vídeo flagra momento da execução Reprodução

Os criminosos atiraram ao menos 20 vezes contra os profissionais da saúde, em um período de 20 segundos. Um dos homens ainda voltou ao local, depois que uma das vítimas tentou se abrigar.

O caso ocorreu na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, próximo a um quiosque na altura do Posto 4, quando um grupo saiu de um carro e atirou contra os médicos. Os profissionais de medicina mortos são especializados em ortopedia e foram identificados como Perseu Ribeiro de Almeida, 33; Marcos Andrade Corsato, 63; e Diego Ralf Bonfim, 35.

As vítimas estavam no Rio de Janeiro para participar do 6º Congresso Internacional de Cirurgia Minimamente Invasiva de Pés e Tornozelos (Mifas, sigla em inglês), que começa na tarde desta quinta e vai até sábado (7/10).

 

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