PORTA ABERTA – Cadê o Concurso, prefeito?

Por Fernando Garcia

Um ano após o término da pandemia, onde várias restrições foram impostas neste período, muitos prefeitos já esqueceram o sufoco que passaram e, já começaram a colocar em práticas as festividades alusivas aos seus municípios. Deixando a entender que mesmo tendo vivenciado dias difíceis no período da pandemia, conseguiram economizar grana suficiente para contratarem shows com artistas de expressão nacional, com cachês bem remunerados. Ainda que não dinheiro do município, mas que de outra fonte pública, comenta-se que envolveu uma boa soma para pagamento dos artistas, que fazem parte da elite sertaneja nos palcos pelo Brasil. Essas contratações já servem como suporte político para alavancar uma possível reeleição do atual prefeito Jurandir Oliveira e seu vice Nei.

Assessores
A cidade de Rolim de Moura, que já recebeu o título de uma das melhores dá região norte do país e, por muitos anos como a capital da política rondoniense, por possuir deputados estaduais, federais, senadores e governador, em duas eleições consecutivas, hoje infelizmente vive no ostracismo por falta de um representante com mandato em todas as esferas. Mas uma das coisas que ainda chama bastante atenção em Rolim de Moura, é o número de assessores parlamentares por bairros, em todos os níveis, inclusive, o que mais se cogita nos bastidores é que existe uma legião que está na fila aguardando para ser convocado para assumir o posto de trabalho que foi prometido. Política em Rolim de Moura, nunca foi para amadores, embora, a cidade teve uma dezena de nomes para o legislativo estadual, e alguns para federal, no cômputo geral saíram vitoriosos os forasteiros que contaram com apoio condicionado a uma portaria, começando por alguns legisladores mirins que indicaram alguém da sua confiança.

Auspicioso
O setor da saúde no Estado, sempre foi um dos problemas mais nevrálgicos de todas as administrações, onde as casas de saúde sempre ficam superlotadas com pacientes esparramados pelos corredores, em busca de um atendimento pelo menos humanizado. Os dois de maior suporte na capital, João Paulo e Hospital de Base, além de poucos profissionais em diversas áreas, não suportam a demanda que chegam diariamente do interior e, principalmente dos Estados vizinhos, como Acre, Amazonas, Mato Grosso e para completar os pacientes oriundos da Bolívia. Quando Confúcio Moura, se elegeu pela primeira vez com discurso em cima da saúde, muitos acreditaram cegamente na proposta lhe concedendo o segundo mandato, acreditando na sua profissão por ser médico, foi realmente um dos maiores desastres. O governador Marcos Rocha, tem tido mais compaixão quando o assunto é concernente a saúde, está sempre vigilante e, vamos torcer para que ele deixe o futuro hospital em avançado estado de construção, que já é uma boa luz no fim do túnel.

Investigação
Um ato covarde está acontecendo quase todos os dias em Rolim de Moura, onde pessoas sem nenhum sentimento abandonam cachorros e gatos nas linhas vicinais 188 e 192. Muitos moradores que circulam diariamente e moradores da redondeza, relatam que essa prática está crescente nessas localidades, o que está causando espanto e revolta das pessoas que observam cotidianamente essas cenas repugnantes. Enquanto uma organização do município de Rolim de Moura, Ame Vira latas, cuida constantemente de animais como gatos e cachorros, abandonados e machucados, prestando toda à atenção para os animais, com alimentação, procedimentos cirúrgicos quando necessários e faz chamamento para adoções em redes sociais, infelizmente, existem pessoas raivosas e sem piedade alguma, abandonando e maltratando os animais. O caso requer investigações por parte dos agentes responsáveis para punir com rigor, pois isso é crime ambiental.

Justa reivindicação
Cresce o movimento a nível estadual por região, pedindo a criação de hospitais regionais em diversos municípios polos, como Ji-paraná, Ariquemes, Guajará-Mirim e Cerejeiras. Realmente muito justo as reivindicações desses municípios, que sofrem ao longo dos anos com os parcos recursos, para atender uma gama de municípios aos seus arredores, o que sem dúvida sobrecarrega totalmente sua funcionalidade, tendo, que muitas vezes tomar atitudes duríssimas e antipáticas como foi a do prefeito de Ouro Preto, Alex Testoni. A cerca de uns quatro anos, com a presença do então Vice-Governador, Zé da Jodam, aconteceu uma reunião na Câmara de Vereadores de Rolim de Moura, onde foram propostas as mesmas reivindicações e nada aconteceu, inclusive, até pedidos de alguns médicos especialistas para o Estado ceder em dois plantões semanais, não foram atendidos. Com a inauguração da (UPA), amenizou e humanizou sensivelmente o atendimento e a comodidade no hospital Amélio João, entretanto, a Unidade de Pronto Atendimento, continua sempre lotadíssima, uma vez que pacientes de municípios vizinhos também acabam desembocando no local, o que gera sobrecarga.

Melhorando
A maioria dos asfaltos construídos em Rolim de Moura, nessas mais de três décadas, nem precisa citar os adjetivos sobre sua qualidade, aliás, um dos melhores foram construídos ainda na gestão do ex-prefeito Joacil Guimarães, em meados dos anos 80, pela empresa Cameli. Ademais, a maioria foram feitos da espessura de uma lâmina de gilete deitada, que sem a devida fiscalização necessária pelos agentes públicos, onde os construtores sempre colocaram algumas britas e “borras de asfalto” denominando de asfalto quente. Aí, entra ano e sai ano, prefeitos fazendo operações tapa-buracos três vezes ao ano, gerando despesas para os contribuintes de forma dupla, em especial para os que possuem automóvel, que está sempre nas oficinas pagando caro pelos consertos dos carros, por causa das mazelas dos administradores públicos. O recapeamento feito pela prefeitura, denominado de Tchau Poeira, em parceria com o Governo do Estado, está ficando ótimo, a sua qualidade e espessura com mais de três centímetros, o que certamente vai dura muitos anos. A Tocantins e Rio Madeira, está ficando um colosso o trabalho realizado, pois, na Tocantins, só existia pedregulhos e muitas crateras.

Esquivando
O imbróglio jurídico sobre a cassação do deputado federal, Deltan Dallagnol, é um dos assuntos mais comentados dentro do meio jurídico eleitoral. Para uns ele infringiu a Lei, quando da sua renúncia com vista a candidatura rumo à Câmara Federal, para outros conhecedores da legislação eleitoral, o TSE, cometeu excesso, visto que Dallagnol, não tinha nem tampouco respondia por Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Detentor de mais de 340 mil votos, o deputado cassado Deltan Dellagnol, em seus comentários diretos e publicado em redes sociais, desabafa e diz que o Tribunal Superior Eleitoral, arranjou uma cassação imaginária. Dois fatos que chamam bastante à atenção sobre a cassação do deputado Dallagnol, tendo como relator o Ministro, Benedito Gonçalves, foi a unanimidade por parte dos julgadores ao que tudo indica sem nenhum pedido de vista, bem como a celeridade da corte mais rápido que a velocidade da luz, nada habitual dentro da corte. Diante de um assunto tão cogitado nos últimos dias, até mesmo por se tratar do então procurador da República, que atuou firmemente na operação Lava Jato, não se observa os olhares da OAB Conselho Federal, diante de um fato tão relevante para a democracia brasileira, ainda é preciso se manifestar.

Ambulâncias
Enquanto vários municípios de Rondônia, lutam para conseguir a regionalização da saúde, para prestarem um serviço à altura para a sua municipalidade e outros ao seu redor, Rolim de Moura, depois que instalou a UPA, parece que tudo está mil maravilhas e não se fala mais em regionalizar o hospital municipal Amélio João, que atende dezenas de pacientes de vários municípios da região. A maioria dos pedidos da nossa classe política, para atendimento da nossa saúde, se concentra somente em pedir ou comprar ambulâncias, como se resolvesse toda problemática atinente as enfermidades da nossa população. Além do perigo constante das ambulâncias percorrendo quase quinhentos quilômetros para Porto Velho, pela temida BR 364, conhecida como estrada do óbito ao longo dos anos, o município arca com despesas vultosas com o transporte desses pacientes com diárias para motoristas, enfermeiros e médicos, apenas, para despejar o paciente no combalido hospital João Paulo, com atendimento precário. Como já estamos no quarto secretário de saúde de Rolim de Moura, na gestão do prefeito Aldo Júlio, sendo alguns deles importados, inclusive o atual Marcel, vindo de Ji=paraná, vários elogios foram feitos através das redes sociais, por alguns amigos e aliados próximos ao prefeito Aldo Júlio, que quando presidente da Câmara de Vereadores, era um crítico ferrenho de pessoas de fora assumir titularidades de secretários em Rolim de Moura. Mas como conversas de políticos no almoço é uma e na sobremesa é outra, vamos aguardar o desenrolar desse moço diante de uma pasta bastante melindrosa.

Em campanha
Prefeito Aldo Júlio, encaminha Projeto de Lei Complementar 001/2023, para Câmara de Vereadores, solicitando a criação de dezenas de cargos comissionados e suas remunerações fixas. O projeto está com o vereador e relator Rony Ton, para maiores análises, onde provavelmente não contará com sua aprovação e os demais membros da comissão, visto que o pedido por parte do alcaide desestabiliza fortemente a estrutura financeira do município. O prefeito Aldo Júlio, que já vem sofrendo constantes desgastes com a contratação de uma empresa “faz tudo”, agora quer criar uma enxurrada de cargos comissionados, muitos com vencimentos próximos a 5 Mil Reais, cuja pretensão é visando sua candidatura à reeleição ano que vem, uma vez que tais procedimento não pode deixar para o ano que vem, para fugir dos rigores da legislação eleitoral.

Cadê o concurso, prefeito?
Enquanto tenta criar dezenas de portarias para várias secretarias do município, o prefeito Aldo Júlio, vai se esquecendo e esquivando de fazer o concurso público que abrange todas as áreas, preferindo fazer os temporários através de processos seletivos, mas conhecidos como concursos “precários” que se estende no máximo por dois anos. A contratação de Pessoas Jurídicas, para cobrir o sistema de saúde do município de Rolim de Moura, está gerando muitas discórdias dos servidores públicos efetivos, posto, que as empresas de Pessoas Jurídicas, contribuem diretamente para o INSS, o que desfalca nas contribuições que deveriam desaguar no Instituto de Previdência de Rolim de Moura, da mesma forma as contribuições das empresas terceirizadas pela prefeitura, fazendo com que gere um rombo no Rolim Previ.

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